domingo, 23 de setembro de 2007

Nem um pouco abençoada!

Um dia desses, estava eu indo para o estágio, tendo que enfrentar a rotina de qualquer manhã turbulada no centro do Rio de Janeiro, como de muitos trabalhadores para que no final do mês sejam ‘abençoados’ com um salário mínimo no sentido literal da palavra, no entanto comparados aos estagiários da Cetreine que nem essa ‘benção’ no final do mês nos é concedida, apenas uma graça é tudo que nos restam, assim podem se considerar.
Passados os obstáculos materializados no rio de gente percorrendo o curso moldado na Central do Brasil como se fossem elas uma forte correnteza; adentro no Arquivo Nacional com seu ar quase que sagrado contrastando com o cenário profano que a rodeia.
Já sentada acompanhada por um café, folheava algumas páginas da Megazine quando me deparei com uma crônica a qual fazia critica a respeita da votação do Cristo como sendo uma das possíveis sete maravilhas do mundo e no mesmo instante me veio toda aquela confusão de gente andando apressadamente para seus trabalhos, ora contando moeda pra interar na passagem, ora amontoados na frente das bancas de jornais para saberem as últimas notícias do dia e junto com ela me veio uma pergunta, e onde fica Cristo nisso? Será que nos abençoando lá de cima, imponente, a salvo dessa cidade cada vez menos Maravilhosa com a heresia da palavra ou como sendo o mais novo refém, quando incluíram-no nessa votação.
Chegando no Hall dos elevadores da UERJ que mais lembrava o tumulto das manhãs de um dia normal de trabalho na Central do Brasil, cada qual representado por um ramal e suas baldeações para um ramal direto ou parador.
Chego enfim no 9° andar e lá está ele novamente imóvel alheio a tudo que acontece cá embaixo.
O Cristo Redentor pode estar até representado de braços abertos, mas está de braços atados tanto quanto nós, enquanto a imagem de um Rio de Janeiro organizado, tranqüilo é vendida lá fora, aqui no mesmo momento, pivetes estão a nossa espera do lado de fora da UERJ.
Elaine Mariano

domingo, 16 de setembro de 2007

A Escola é...

"Escola é...
o lugar onde se fazem amigos
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente
Gente que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente.
O coordenador é gente,
o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados".
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
Que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a parede
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar,
Não é só trabalhar.
É também criar laços de amizade.
É criar ambiente de camaradagem,
é conviver e se "amarrar nela"!
Ora, é lógico.
Numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."

Paulo Freire