terça-feira, 23 de outubro de 2007

SEGUNDA CHANCE!!!!!!

Havia um homem muito rico, possuia muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era de festas, de estar com seus amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retinham os ouvidos apenas por alguns minutos e logo se ausentavam sem dar o mínimo de atenção.
Um dia, o velho pai, já avançado em idade, disse aos seus empregados para construirem um pequeno celeiro e dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca, e junto a ela, uma placa com os dizeres:
"PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE SEU PAI."
Mais tarde chamou o filho, o levou até o celeiro e disse:
_ Meu filho, eu já estou velho e quandoeu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro... Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E então, você vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos! É por isso que eu construí essa forca... Sim, ela é para você, e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O jovem riu, achou absurdo, mas, para não contrariar o pai prometeu e pensou que isso jamais pudesse acontecer.
O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo; Mas, assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.
Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido tolo, lembour-se do pai ae começou a chorar e dizer:
_ Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus cfonselhos, mas agora é tarde, é tarde demais!
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava.
A passos lentos dirigiu-se até lá e, entrando, viu a forca, a placa empoeirada e disse:
_Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos esta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e disse:
_ Ah, se eu tivesse uma nova chance...
Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta, mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão, e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas e diamantes. A forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete que dizia:
"ESTA É SUA NOVA CHANCE. APROVEITE-A. EU TE AMO. SEU PAI."
Andressa Veniz

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Povos Indígenas

Neste tempo que todos declaram tanto a favor da inclusão social, podemos dizer que os povos indígenas não estão alcançando facilmente esse tapamar de inclusão. Além de toda discriminação histórica que esses povos vêem sofrendo, da exploração no trabalho compulsório desde época do colonização, entres outros fatores já tão bem debatidos. Esses índios ainda tiveram suas terras tomadas por posseiros. Toda essa situação fez com esse indígena assim como seus descentes passasse e continue passando por momentos de privações sócio-culturais, perdendo parte de sua identidade. Não sendo respeitado como índio e ao mesmo tempo sofrendo discriminação como tal.
Por todos esses logos anos e até hoje esse povo vêem sentindo o ‘peso’ desta discriminação excludente, raramente algum membro desta população tem acesso as política sociais do Estado efetivamente. Não conseguem superar apenas com esforço pessoal esses obstáculos que a Historia tão tristemente os fez percorrer.
Dilma PInheiro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eu sonho com uma escola...

Eu sonho com uma escola em que as crianças e os jovens encontrem um ambiente de paixão, de obsessão pelo estudo.
Eu sonho com uma escola em que os estudantes não se preocupem apenas com a necessidade artificial de tirar notas boas e passar de ano.
Eu sonho com uma escola em que os professores se encontrem semanalmente com cada um dos seus alunos para orientá-los no processo individual de aprendizado.
Eu sonho com uma escola em que os pais não abandonem seus filhos nas mãos de professores, mas entendam que são eles, pais, os primeiros mestres.
Eu sonho com uma escola em que professores e alunos não se tratem como objetos, mas estabeleçam um diálogo pessoal, significativo e produtivo.
Eu sonho com uma escola em que os professores tenham tempoo para ler, refletir, estudar, e não precisam ser "recilcados", algo mais apropriado para o lixo.
Eu sonho com uma escola em que os alunos vejam o conhecimento como um todo integrado, e não se percam no fragmentário, no intermitente, no desconjuntado.
Eu sonho com uma escola em que o silêncio da curiosidade "fale" mais alto que o barulho do desinteresse.
Eu sonho com uma escola em que todos os professores se ajudem e constituam uma força social capaz de exigir condições justas para que eles, profissionais, possam professar melhor.
Eu sonho com uma escola em que se possa respirar a autêntica liberdade, a que sempre se compromete com o melhor.
Eu sonho com uma escola em que todos entrem felizes e saiam preocupados - preocupados em tornarem-se verdadeiros seres humanos.
Eu sonho com uma escola em que nunca se fale de política, porque a política, numa educação profunda, é mais do que o tema a ser abordado, é condimento natural de todas as discussões.
Eu sonho com uma escola em que nunca se fale de Deus como se fosse algo estranho falar de Deus. A educação religiosa é exigência natural de uma consciência viva.
Eu sonho com uma escola, e com uma faculdade, em que os sonhos de um mundo melhor não sejam mero sonhos.
Bem sei que tudo isso é utopia. Mas é da utopias que surgem as novas realidades.
Fonte: PERISSÉ, Gabriel. Crônicas Pedagógicas. São Paulo: Ômega, 2006. p.69-70
Andressa Veniz

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Disparidades nascidas da globalização

Escolho um jeans, uma camisa com a estampa do Che Guevara e como complemento do Look calço um confortável All Star e antes que pudesse sair do Loft apanho o meu livro preferido de Dan Brawn descendo as escadas ouvindo um pop-rock num MP3 e ao chegar no Shopping decido assistir um documentário americano ao invés de uma comédia nacional e na saída do cinema indignada com estado de coisas apresentadas por Michael Moore, sento na praça de alimentação e peço a garçonete um lanche da Mc Donald’s acompanhada de uma Coca-Cola bem gelada a fim de digerir a revolta nascida após a sessão, pensando se não teria sido melhor a comédia nacional.
Esse paradoxo nascido do desejo de uniformizar as diferenças culturas tanto em seu próprio país, quanto em países que possuem uma cultura distinta ao daquela de que se quer impor [como a dominação do Iraque pelos EUA, este tendo como justificativa seu intuito em levar a democracia aquele país.], fomentaram o surgimento de grupos, tribos ditas como minorias por uma sociedade constantemente moldada, podada e freada através de valores que provoquem essas limitações, pois "o imperialismo de hoje não se dá somente por via política e econômica, mas sobretudo pela esfera cultural".
Veja o caso da caricatura do caipira brasileiro desenvolvida por Monteiro Lobato que nasceu em um momento em que idéias cientificistas onde o clima, a localização geográfica e a raça determinavam a possível superioridade de um grupo sobre o outro.
Até a imagem que outros povos fazem do brasileiro como sendo um povo cordial, amistoso, alegre, criativo e esperto foi usada pela Disney na criação do personagem intitulado Zé carioca, este diferentemente do primeiro aqui citado, não fica passivo diante da miséria que o cerca, torna-se malandro garantindo assim sua sobrevivência.
Já os povos árabes não desfrutam da mesma “sorte” que nós brasileiros quando descritos por povos Ocidentais.
Em seu imaginário povoam idéias de que tais povos só entendem a força, a violência e que sua religião é intolerante, segregacionista, fanática e cruel.
Talvez a perplexidade da personagem após a saída da sessão seja decorrente da brutalidade do atentado que em 2007 completou seis anos, acaba por reforçar tal visão ou seria pela vulnerabilidade que qualquer nação está sujeita mediante a esse novo fato, pois se a maior potência mundial fora atacada, nenhuma outra estará a salvo.
Mas cabe aqui a pergunta: A salvo de quê? De um ataque terrorista em território brasileiro? Mas isso já ocorre sendo que de uma forma velada, a cada lanche da Mc Donald’s comprado numa lanchonete de esquina mais perto de você, ou numa simples pesquisa na rede mundial de computadores para se informar sobre a situação atual do Iraque, ou ainda das inúmeras empresas privadas de capital estrangeiro que sufocam nossas empresas nacionais.
E contra quem devemos temer? Aos terroristas que atacaram os americanos? Não, a resposta a essas perguntas é não, pois para nós assim como para boa parte das nações do globo, os nossos verdadeiros terroristas não são aqueles que jogaram aviões nas torres gêmeas na manhã de 11 de setembro que ainda sim é lamentável, mas contra aqueles que controlam o capital mundial com seus bancos e empresas privadas, sem falar no FMI que garanti a manutenção do sistema capitalista, confirmando aquela velha história de que os países pobres continuam cada vez mais pobres e os ricos continuam cada vez mais ricos com a ajuda do primeiro e mesmo assim tendemos a ver os povos árabes exatamente como vilões.
Em suma nos comportamos como a esposa que comenta todas as manhãs a seu marido sobre o lençol mal lavado da vizinha, mas que cansado das constantes reclamações da mulher toma uma atitude e vai ele mesmo lavar as janelas sujas de sua cozinha.
Nós no caso somos a esposa, com nossas blusas de grife com a estampa de Che Guevara e ideais na cabeça, pois como ela não enxergamos o paradoxo bem à frente de nosso nariz, esperando que “eles” seres indeterminados possam lavar nossas janelas.
Elaine Mariano